quarta-feira, 2 de julho de 2008

O que se vê por aí

Há muito tempo eu me pergunto de onde os criadores tiram tantas idéias para os uniformes da quantidade de heróis e vilões que são lançados por aí. Alguns são eternos, outros, pelos tentáculos do Davy Jones, não deveriam nem ter saído de casa. Numa bela madrugada vagando pelos caminhos do Google, decidi, preciso enumerar os piores uniformes...

10º - Kraven (Marvel Comics)
Entendo perfeitamente que ele seja um caçador e coisa e tal, mas precisava mesmo dessa calça de oncinha (minha mãe usa uma dessas para malhar) e esse cinturão de zebra? Sem falar nas sapatilhas de balé e no bigode... gente, é um BI-GO-DE!
9º - Pantera (DC Comics)
Ô Ted, conta pra gente vai, o que você tinha na cabeça quando resolveu sair por aí vestido com essa roupa de pelúcia? Um membro de peso da Sociedade da Justiça vestido de gatinho... sem rabo? Você manda bem e não tem poderes, mas peloamordedeus, só faltou uma pantufa meu velho.
8º - Capitão Bumerangue (DC Comics)
O que que é isso gente... um lencinho com bumerangues? O camarada faz parte do Esquadrão Suicida e usa um lencinho?

7º - Homem-Calendário (DC Comics)
É impressão minha, ou a capa dele é feita de papel? Santa tosqueira, Batman... Você tem certeza que enfrentou esse sujeito na Era de Ouro?


6º - Super-Gêmeos (DC Comics)
Vocês, amantes de Zan e Jayna, vão me desculpar, mas esses macacões cor de uva e esse cabelo de emo, ninguém merece. Sem falar na mala sem alça do Gleek, aquele macaco ridículo que acha que serve pra alguma coisa... ¬¬’


5º - Punho de Ferro (Marvel Comics)
Com tantas cores pra escolher, é sério que o Mestre do Kung Fu da Marvel precisava optar por essa porcaria verde e amarelo banana? O rapaz nos faz o favor de usar uma gola de conde Drácula, uma bandana amarela e uma sapatilha de balé e depois reclama de não sair da quinta divisão de heróis.

4º - Shun de Andrômeda (Masami Kurumada)
Vai me falar que essa armadura cor-de-rosa não deixa suspeitas sobre a masculinidade do cara? Pra sair na Sapucaí como madrinha de bateria da Mangueira é um pulo. Humpf, é com razão, toda aquela revolta do Ikki.
3º - Robin (DC Comics)
O sujeito usa uma sunga (que mais parece uma saia), um cabelo de emo e uma capa amarela com gola e ainda tenta emplacar carreira solo... não é a toa que o primeiro Robin sofreu tanto. 2º - Arco-Íris (DC Comics)
Olha gente, eu não conheço esse sujeito, mas ele estava entre os vilões criados pela DC Comics. Como é que um vilão desse tenta impor respeito? Fico imaginando o sucesso que ele faria na parada Gay... Mas enfim, se alguém souber algo sobre a figura de collan listrado, óculos de natação e que surfa sobre o arco-íris, me contem, porque eu estou realmente interessada. De repente ele é o guardião do tal pote de ouro e agente não sabe...

1º - He-man (Mattel)
Será que dava pra me explicar o motivo desse cabelo de Xuxa? E essa sunga de pelúcia minha gente? E essa bota... essa bota com... com ... pelinhos?!?! Ô gente, na boa, tudo bem do Príncipe Adam usar aquela veste cor-de-rosa com aquela calça branca-quase-transparente, mas ninguém reconhecer esse Chanel tão indefectível quanto o do Willi Wonka já é demais né? Eu juro pra vocês, que se eu fosse um vilão qualquer desses tantos perdidos por aí eu dava um tiro de escopeta nesse sujeito, de raiva! E pensar que o cara conseguiu persuadir o Bobby (A caverna do Dragão) a adotar a mesma cueca peluda e ainda colocou um chapéu de chifre na cabeça do garoto.

terça-feira, 1 de julho de 2008

ZERO GRAU DE LIBRA

Sol entrou ontem em Libra. E porque tudo é ritual, porque fé, quando não se tem se inventa, porque Libra é a regência máxima de Vênus, o afeto, porque Libra é o outro (quando se olha e se vê o outro, e de alguma forma tenta-se entrar em alguma espécie de harmonia com ele), e principalmente, porque Deus, se é que existe, anda destraído demais, resolvi chamar a atenção dele para algumas coisas. Não que isso possa acordá-lo de seu imenso sono divino, enfastiado de humanos, mas para exercitar o ritual e a fé - e para pedir, mesmo em vão, porque pedir não só é bom, mas às vezes é o que se pode fazer quando tudo vai mal. Nesse Zero Grau de Libra, queria pedir a isso que chamamos de Deus um olho bom sobre o Planeta Terra, e especialmente sobre a cidade de São Paulo. Um olho quente sobre aquele mendigo gelado que acabei de ver sob a marquise do Cine Majestic; um olho generoso para a noiva radiosa mais acima. Eu queria o olho bom de Deus derramado sobre as loiras oxigenadas, falsíssimas, o olho cúmplice de Deus sobre as jóias douradas, as cores vibrantes. O olho piedoso de Deus para esses casais que, aos fins de semana, comem pizza com Fanta e Guaraná pelos restaurantes, e mal se olham enquanto falam coisas como: "você acha que eu devia ter dado o telefone da Catarina à Eliete"? e o outro grunhe em resposta. Deus, põe teu olho amoroso sobre todos os que já tiveram um amor, e de alguma forma insana esperam a volta dele: que os telefones toquem, que as cartas finalmente cheguem. Derrama teu olho amável sobre as criancinhas demônias criadas em edifícios, brincando aos berros em playgrounds de cimento. Ilumina o cotidiano dos funcionários públicos ou daqueles que, como funcionários públicos, cruzam-se em corredores sem ao menos se ver, nesses lugares onde um outro ser humano vai se tornando aos poucos tão humano quanto uma mesa. Passeia teu olhar fatigado pela cidade suja, Deus, e pousa devagar tua mão na cabeça daquele que, na noite, liga para o CVV. Olha bem o rapaz que, absolutamente só, dez vezes repete Moon Over Bourbon Street, na voz de Sting, e chora. Coloca um spot bem brilhante no caminho das garotas performáticas que para pagar o aluguel tão duro como garçonetes pelos bares. Olha também pela multidão sob a marquise do Mappin, enquanto cai a chuva de granizo, pelo motorista de taxi que confessa não ter mais esperança alguma. Cuida do pintor que queria pintar, mas gasta seu talento pelas redações, pelas agências publicitárias, e joga tua luz no caminho dos escritores que precisam vender barato seu texto. Olha por todos aqueles que queriam ser outra coisa qualquer a que não a que são, e viver outra vida se não a que vivem. Não esquece do rapaz viajando de ônibus com seus teclados para fazer show na capital. Deita teu perdão sobre os grupos de terapia e suas elaborações da vida, sobre as moças desempregadas em seus pequenos apartamentos na Bela Vista, sobre os homossexuais tontos de amor não dado, sobre as prostitutas seminuas, sobre os travestis da República do Líbano, sobre os porteiros de prédios comendo sua comida fria nas ruas dos Jardins. Sobre o descaramento, a sede e a humildade, sobre todos que de alguma forma não deram certo (porque, nesse esquema, é sujo dar certo), sobre todos que continuam tentando por razão nenhuma, sobre esses que sobrevivem a cada dia ao naufrágio de uma por uma das ilusões. Sobre as antas poderosas, ávidas de matar o sonho alheio. Não. Derrama sobre elas teu olhar mais impiedoso, Deus, e afia tua espada. Que no zero grau de Libra, a balança pese exata na medida do aço frio da espada da justiça. Mas para nós, que nos esforçamos tanto e sangramos todo dia sem desistir, envia teu Sol mais luminoso, esse Zero Grau de Libra. Sorri, abençoa nossa amorosa miséria atarantada.

Caio Fernando Abreu - Pequenas Epifanias

sexta-feira, 20 de junho de 2008

Postando para não deixar o Solstício passar em branco =P~~

Ontem ao luar, nós dois em plena solidão
Tu me perguntaste o que era a dor de uma paixão.
Nada respondi, calmo assim fiquei,
Mas fitando o azul do azul do céu
a lua azul eu te mostrei.

Mostrando a ti, dos olhos meus correr senti
uma nívea lágrima e assim te respondi.
Fiquei a sorrir por ter o prazer
de ver a lágrima dos olhos a sofrer.

A dor da paixão não tem explicação.
Como definir o que só sei sentir?
É mister sofrer, para se saber
O que no peito o coração não quer dizer.

Pergunta ao luar, travesso e tão tafu,
De noite a chorar na onda toda azul,
Pergunta ao luar, do mar à canção
Qual o mistério que há na dor de uma paixão.

Se tu desejas saber o que é o amor e sentir
O seu calor, o amaríssimo travor do seu dulçor,
Sobe o monte à beira mar, ao luar,
Ouve a onda sobre a areia lacrimar,
Ouve o silêncio a falar na solidão do calado coração
A penar e a derramar os prantos seus,
Ouve o choro perenal, a dor silente universal
Que é a dor maior... que é a dor de Deus...
Que é a dor maior... que é a dor de Deus...

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Okaeri


Konnichiwa minasan \o/

Kasato Maru, é o nome do navio que trouxe os imigrantes japoneses ao Brasil, uma viajem de 52 dias, tudo para conquistar seus sonhos, sonhos? No Brasil pow?! AUHSUASHAUHUASHU’ saíram das terras longínquas do sol nascente para tentar estabelecer algo aqui, enquanto tem tanta gente querendo ir para lá, lo_ e devido as condições do Japão, que não tem quase nada de população neh, você pode tirar o visto se, e somente se, você for ou nissei, ou sansei ou yonsei, ou então cônjuge de um desses, se você entrar como turista, não pode exercer atividades remuneradas @__@ (como que eu vou pro Japão e não vou trabalhar?) eh por isso que eu digo que vou como estudante, hehehe... mas não vou deixar de ir! \o/
Desde muito tempo o Japão tem muita influência na TV brasileira, antigamente, quando o paraíso ainda existia (Rede Manchete), eh provável que pelo menos 95% dos jovens que tinham até seus 17, 18 anos apreciaram da boa programação japonesa dessa emissora, tipo, Jaspion, Jiraya, Changeman, Flashman, Jiban, Patrine (eu lembro dela \o\\o//o/), Winspector, Ultraman, e por ae vai, animes: Shurato, Yuyu Hakusho, Cavaleiros do Zodíaco e mais um tantão^^


(Spectreman - Infância de Chrika)



E por que essa faladeira toda? Simples, hoje está fazendo 100 anos de imigração japonesa, legal neh?! *-* 100 anos de animação japonesa, 100 anos de miojão AUHSUAHSUAHSUAHUHS’ Acho que neste ano, esse negocio de Brasil-Japão vai estar em alta em todos os lugares xD

Já ne otomodachi!

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Sobre Brejos e Sapos... Um simulacro

Hoje particularmente estou com aquele sorrisinho psicopata no canto da boca... sabe aquele sorrisinho cínico congelado que é quase um aviso: Cuidado, anti-social psicopata em surto psicótico.




Minha barriga se transformou num enorme brejo de tantos sapos que tenho engolido ultimamente. Mas hoje algo no brejo explodiu, talvez devido à superpopulação, talvez porque numa situação extrema, o instinto fale mais alto que a razão. Os sapos reivindicavam melhores condições de vida, diziam que aquelas condições eram sub-anfíbias e que eles não mais se sujeitariam a aquilo.
Começaram coaxando baixinho entre eles, se organizando, nos cantos escuros, falando em signos que somente eles entendiam (como se já não bastasse o coaxar...). Logo reuniram-se e começaram a pular todos de uma só vez, em sincronia e nervosamente, pulavam e coaxavam alto, precisos, decidos, organizados... Fizeram um escarcéu... Óbvio que a resistência ditatorial acabou por exterminar alguns, aprisionar ainda mais outros e enfiá-los todos goela abaixo... Mas foi exatamente nesse momento que todos os sapos enchergaram a luz e num ímpeto pularam todos para fora. Como numa represa quando um pequeno furo faz derrubar a barragem inteira.
E eles fugiram e se espalharam, e sumiram... E o brejo está quase vazio, não fossem pelos corpos de alguns que ficaram. Mas estes se transformarão em adubo, e até no brejo nascerá algo que preste.



É... Não é pra entender mesmo... rs




Citando Caio Fernando Abreu: "Ponha uma margarida em sua fossa." Antes que alguém determine que "Margarida já era, o barato agora é Avenca."

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Teoria do Caos

Imprevisibilidade. Amanhã é meu aniversário, tem uma porrada de coisa acontecendo e imprevisibilidade é a única coisa que me vem à mente. Gosto de pensar que o imprevisto e o improviso caminham lado-a-lado. Como aquela história do caseiro que liga para dar a notícia ao seu patrão de que o papagaio premiado que morava em sua casa de campo morera queimado em um incêndio que acabou com toda a propriedade quando uma das velas do velório da mãe do moço caiu do castiçal, e o coitado do patrão nem sabia que sua mãe havia passado dessa para uma melhor; a desproporção entre causas mínimas e consequências estrondosas às vezes é tão grande que as relações de causas e efeitos são inimagináveis e só nos resta improvisar. É interessante como uma sequência de pequenos fatos desencadeiam uma série de acontecimentos sinificativos que mudam por completo o rumo de muitas coisas, sejam elas boas ou ruins e ainda temos a coragem de dizer que não sabemos como aquilo foi acontecer.
Aconteceu alguma coisa que eu ainda não sei, mas é por causa desse acontecimento que eu estou aqui, na 95FM online há 3 horas... só agora eu me dei conta da música que estou ouvindo e que não recomendo.
(...)
Precisamos dormir.

Coisas que acontecem...

Coisas que acontecem numa sexta feira 13...

Eu morrendo de dor de cabeça a 3 dias, na recepção do sindicato, navegando sem rumo na net acho o "Pérolas do Orkut" (ótimo pra quem não tem nada pra fazer e quer amaldiçoar a inclusão digital e quer ver se tem limite a ridicularização humana)... de repente eu acho uma foto de uma postagem no orkut:



Eu até tentei entender qual música era, antes de ler os comentários seguintes e sem nem reparar qual comunidade era, lendo em voz média (porque estava trabalhando - ou pelo menos deveria estar...) quando percebi que música era... Crise de riso... e sem conseguir parar... Chicken-Mafagafo-San foi testemunha... Eu chorei!!! E o povo passando pela recepção sem entender... e a gente repetindo: Ueca tudi diangooooo...

Maldita inclusão digital!


(postagem clonada - Simulacro/Eloquência.. porque merece... rs)